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Educação Digital nas Empresas

27 jun Blog | Comentar

Vivemos em uma era de aprendizado no uso da internet. De tão nova e com tantas dúvidas e receios de como utilizá-la, costumo dizer que é como se ainda estivéssemos aprendendo a andar de bicicleta ainda com as duas rodinhas laterais de apoio. É tudo muito novo e, para complicar, temos uma revolução social digital em pleno desenvolvimento. Principalmente para as empresas, esta revolução está batendo na porta e a grande maioria ainda não sabe como lidar com ela.
 
As primeiras experiências das empresas com o uso de mídias sociais pelos colaboradores foram desastrosas (mais especificamente o uso do Orkut e do MSN). A falta de consciência no uso pelos funcionários levou a situações como a proibição de acesso e a assinatura de termos de conduta que permitiam o uso do MSN somente para contatos profissionais pertinentes à empresa. Anos se passaram, foram criadas redes sociais com aplicações muito mais inteligentes do que era o Orkut antigamente e já está na hora de usarmos todas estas tecnologias e revolução social a favor das empresas. Os usuários (e funcionários) vêm aprendendo a utilizar as mídias sociais de formas mais produtivas, porém ainda vemos muitos gestores bastante céticos em relação ao uso por colaboradores. Talvez porque seja mais fácil impor regras e punições do que investir em educação.
 
Tomando o trânsito brasileiro como exemplo, onde o rigor das leis não aumentou o respeito entre os motoristas e parece que nem mesmo afetou positivamente as estatísticas de acidentes, continuar proibindo o uso de redes sociais e punir funcionários seria mesmo a melhor solução? Certamente é a ação mais simples, estilo “lavo as mãos” ou “não quero lidar com esse aborrecimento novamente”, mas certamente não é uma solução. Até mesmo porque o acesso via dispositivos móveis vai impedir o controle pelas empresas. Então porque não educar transformando uma situação que seria negativa em positiva? Para isso, precisamos ensinar os colaboradores a utilizarem a internet de forma inteligente e produtiva. E, considerando o tanto de conteúdo inútil que está sendo compartilhado em redes como o Facebook, acredito que os profissionais estão interessados em aprender a obter conhecimentos e construir redes produtivas tanto para benefício próprio quanto para o coletivo.
 
Neste artigo, meu objetivo foi fundamentar porque educar é melhor do que proibir. Siga as próximas colunas semanais e acompanhe sugestões de como este processo pode e deve ser realizado.

Facebook e Twitter: jpbalthazar.

Matéria originalmente publicada no dia 27 de junho no Caderno Economia do jornal Folha de Londrina.

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